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Enquadramento Teórico

O emprego é a principal fonte de rendimento para a maioria das pessoas, constituindo também uma dimensão fundamental de qualidade de vida, de suporte social e de estatuto socioeconómico. Neste sentido, as constantes alterações do estatuto laboral têm uma influência relevante nas condições de saúde de cada pessoa e no bem-estar global de cada um.

A progressiva degradação das condições de trabalho tem sido afetada pelas flutuações frequentes do mercado de trabalho. Ao longo das últimas décadas, uma percentagem considerável de trabalhadores tem vindo a ser designada de “precários” ou “temporários”, pelo facto da sua situação laboral se distanciar das condições tradicionais.

A literatura sobre os efeitos negativos do trabalho temporário e do desemprego na saúde mental mostra que o absentismo, devido a problemas de saúde mental, representa 40% das ausências no trabalho, com 70 milhões de dias de trabalho perdidos por ano e um custo anual de £808 biliões (Cooper & Dewe, 2008 ); 22,3% dos trabalhadores têm problemas de saúde mental no Reino Unido (afetando 1 em cada 5 trabalhadores). Para além do absentismo, o presentismo (má qualidade de trabalho e baixa produtividade devido ao facto do trabalhador estar presente no local de trabalho apesar da saúde deficitária) associado a problemas de saúde mental, representa 1,8 vezes mais do que o absentismo.